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Reino Unido cita pena de morte e vê Justiça como importante arma contra EI no Iraque

Em declaração ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), nesta quinta-feira (2), o coordenador político do Reino Unido na entidade, Fergus Eckersley, destacou a importância de usar as vias legais para combater o Estado Islâmico (EI) no Iraque. E citou a pena de morte como uma arma relevante.

 

“Esperamos ver esforços contínuos para garantir um mecanismo de compartilhamento de evidências que forneça garantias sobre o uso da pena de morte e assegure que o Governo do Iraque possa prosseguir com os processos”, disse Eckersley, que reforçou o apoio do governo britânico ao Unitad, um grupo investigativo formado pelas Nações Unidas com a missão de responsabilizar juridicamente o EI por seus crimes.

 

“É vital que responsabilizemos coletivamente os perpetradores de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio”, disse o britânico, que destacou o apoio britânico à Justiça iraquiana. “O Reino Unido incentiva outros esforços do Unitad para apoiar as autoridades iraquianas, inclusive por meio de treinamento especializado fornecido aos juízes iraquianos, esforços de capacitação e compartilhamento de evidências em investigações financeiras”.

 

Particularmente, Eckersley destacou a importância de julgar e condenar os responsáveis pelo massacre na prisão de Badush, em junho de 2014, quando o EI assassinou centenas de prisioneiros xiitas pouco depois de o grupo assumir o controle do país. A ONU estima que 670 prisioneiros foram assassinados pelo EI na ocasião.

 

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