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Principal ‘corretora’ de dados do mundo, China vai vencendo a guerra contra os EUA

O presidente Joe Biden saiu de sua cúpula com o presidente da China, Xi Jinping, em 15 de novembro, com o compromisso de processar o que ele chamou de “competição simples e direta” com a China. Mesmo assim, Beijing já está derrotando os Estados Unidos e seus aliados em um domínio crucial: dados.

 

Os dados são o petróleo do século XXI, o recurso indispensável que irá alimentar algoritmos de inteligência artificial, força econômica e poder nacional. A fonte desses dados somos todos nós: nossos registros de saúde e sequências genéticas, nossos hábitos online, os fluxos da cadeia de suprimentos de nossos negócios, os terabytes de imagens engolidos por telefones, drones e carros autônomos.

 

A competição pela influência global no século XXI exigirá a proteção e o aproveitamento desses dados para obter vantagens comerciais, tecnológicas e militares. Até agora, a China está ganhando, e o Ocidente mal está engajado.

 

Por meio de uma rede de leis e regulamentos recentes, Xi tem trabalhado arduamente para tornar o Partido Comunista Chinês (PCC) o principal “corretor” de dados do mundo. Como Beijing faz isso? Isolando os dados chineses do mundo, exercendo novo poder extraterritorial sobre os fluxos de dados globais e colocando as empresas estrangeiras que operam na China em uma situação legal – tudo isso enquanto absorvem os dados de outros países por meios lícitos e ilícitos.

 

Xi sabe que o simples ato de bloquear os dados chineses, representando os padrões e comportamento de cerca de 1,4 bilhão de pessoas, basta para prejudicar os rivais de Beijing na busca pela superioridade econômica global.

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